O que começou como um complemento de renda, no dia 26 de março, completa cinco décadas como uma loja que é referência no vestuário de Americana e região: Nice Modas. O estabelecimento, que nasceu de uma iniciativa simples dentro da casa de Nilce Silveira, hoje se consolida como uma loja familiar que atravessa gerações e resiste em meio ao fechamento de lojas no centro da cidade.
“Celebrar essa data é muito importante para mim, para minha família e para todos que fizeram parte dessa história. Ao longo dos anos, vi passar gerações inteiras pela loja: mães, filhos e agora netos, que continuam a comprar aqui. Isso mostra que criamos uma relação de confiança muito forte com nossos clientes”, comemora a empresária.
A história do estabelecimento começa com Nice, em meados da década de 1970, como sacoleira. Na época, ela trabalhava em uma empresa e tinha uma vizinha que vendia roupas. Ela passava algumas peças e Nice as revendia. “Com o tempo, percebi que minha comissão já era maior que o meu salário. Com o incentivo da minha família, principalmente da minha mãe, decidi deixar o emprego e me dedicar totalmente às vendas. Aos poucos, fui crescendo, aumentando o negócio e construindo o que costumo chamar de meu “pezinho de meia”. E assim sigo até hoje no comércio”, ressaltou.

Em meio ao cenário de fechamento de lojas no centro de Americana, o estabelecimento segue inovando e adaptando-se aos novos tempos. “Em cinco décadas, passamos por várias mudanças de moeda, de governo, transformações econômicas e até uma pandemia. Mais recentemente, também enfrentamos desafios com a concorrência do comércio on-line e com produtos importados. Depois da pandemia, o comércio digital se fortaleceu muito. Muitas pessoas deixaram de viver a experiência de ir até a loja, tocar no tecido, experimentar a roupa e ter aquele contato direto. Mas seguimos nos adaptando a cada momento”, explicou.
A comerciante destaca as mudanças, inclusive, na forma de pagamento. No princípio, ela utilizava a caderneta. “Era tudo baseado na confiança: a pessoa comprava e pagava depois, apenas com a palavra. Com o tempo, isso foi mudando e hoje predominam cartão e PIX”.
Atualmente, a unidade que está estabelecida na Rua Trinta de Julho, nº 1064, segue a tradição familiar. Nice trabalha ao lado da filha, Laura Silveira, e, com o apoio do marido, dá continuidade à história construída com dedicação, atendimento próximo e confiança dos clientes. “Mais do que vender roupas, buscamos oferecer um atendimento diferenciado e criar uma relação de confiança com cada cliente. Chegar aos 50 anos é motivo de muita gratidão”, afirma a empresária.
Texto: Juliano Schiavo





